sexta-feira, 7 de setembro de 2012

- Ca(su) lo.

Noite fria e cadeira cinza. Mas tudo bem.  Fico bem aqui. Divagando entre tudo, nesse quase nada de ir além. Os ponteiros desse relógio, que passeia leve, como algumas memórias minhas que ainda não foram apagadas por poucos, mas ruins dias de tormenta.  

Minha mente pulsa, me adverte, me pune.  As horas fazem da vida, uma linha reta, mal traçada, uma contínua régua, onde tudo pode ser medido do ponto de vista de quem tem poder. O tempo não é limite, o limite vai, além disso, nada é pra sempre. E o pra sempre só existe pra mim... E pra mais ninguém. 

Dentre todas as falsas, breves e mentirosas promessas que deixei de fazer a mim, uma delas me chamou a atenção hoje: Não poupar o tempo, não poupar nada, aprender a gastá-lo por inteiro, consumi-lo em sumo; mesmo que seja breve, mas que assim se faça eterno. Mesmo que dure dois ou três minutos, só segure entre meus dedos, não largue essa mão meu amor, o inseparável ardor de um capricho adolescente.

Eu posso-te sentir saltando de minha pele, esvaindo pela fumaça cinza da minha alma, você combina com meu humor demodê, minha alegria de falso palhaço. Escute, eu posso ser um tanto entediado ou entediante, mas ainda tenho o ímã, que prende qualquer coisa oposta. 

E garota nós não temos nada em comum. Veja, eu sei que vou me machucar, até posso cair mil vezes, mas os amores eternos da minha vida, serão pra sempre eternos, perpétuos, além de qualquer pensamento e fadados a serem lembrados como unânimes, e com você não será diferente, e serei fadado a lembrar do meu ego, do orgulho perdido que ainda tenho essa imagem de uma manhã cinza chumbo, que sumiu de vez do teto estendido entre paisagens, como a fumaça que sai dos carros que desentopem meus sentidos. 

Eu vou acreditar no tempo, nas horas, mas não confiar em nada disso. Acredito nos dias, e também não confio neles. Acredito nos amáveis anos, mas não deposito nenhuma confiança minha. Essas passagens me sufocam, traem minha mente e espirito, traem minha louca cabeça que ainda está parada em algum lugar durante o percurso entre cabeça e corpo. 

Meu amor, eu travei aqui, uma batalha interminável e creio que sem vencedores, entre eu e eu, o tempo e o tempo. A vida somada ao meu tempo vivendo ou fingindo viver. Veja isso, por que nessa batalha eu até posso não ganhar. Mas entenda que o que realmente importa é que eu nunca pensei em perder. 

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